Dando continuidade à matéria publicada na capa deste caderno no último domingo, a redação novamente tentou entrar em contato com as instituições que respondem pelo sistema de transporte público na cidade. O único que se dispôs a esclarecer algumas dúvidas foi um dos responsáveis pelo Sindicato dos Transportes Rodoviários de Mossoró, conhecido como Diassis Rodoviário.
Diassis explicou que, de acordo com estudos encomendados pelas próprias empresas, para atender bem à população mossoroense deveriam estar rodando pela cidade uma quantidade mínima de setenta ônibus. Enquanto o que se tem registrado hoje é uma frota com 36 veículos no total, sendo que no máximo 30 deles circulam diariamente, para atender a todas as linhas criadas na cidade.
"Existem sempre aqueles ônibus que têm algum problema e não podem ir às ruas, por isso é muito raro acontecer de estar circulando a frota total durante um dia", disse Diassis.
Além disso, outro fator que segundo Diassis atrapalha na melhoria do transporte público é a atuação dos táxis "de lotação" e dos mototáxis. "Em alguns bairros da cidade, eles chegam a atrapalhar o movimento dos ônibus, por isso as empresas não querem colocar mais veículos nas ruas para não terem prejuízos", justificou.
O sindicato espera para hoje a liberação de um documento que ative as novas regras estabelecidas para o sistema de transporte público na cidade, para que assim possa lutar pelas melhorias necessárias que tem de ser feitas pelas empresas de ônibus que atuam na cidade. "Estamos aguardando este documento para poder continuar com nossas reivindicações, que incluem, entre outras coisas, a melhoria da malha viária de Mossoró e a regulamentação dos transportes coletivos", concluiu o sindicalista.