O Ministério Público Federal no Rio Grande do Norte (MPF/RN) denunciou Thanara Brenna da Silva Galvão à Justiça Federal pelo crime de tráfico internacional de pessoas.
O inquérito policial instaurado para investigar o caso constatou que a denunciada realizou o recrutamento de mulheres, promovendo a saída delas de Natal com destino a Portugal, para o exercício da prostituição.
Ao chegar no país, as brasileiras teriam que trabalhar em casas noturnas e boates, localizadas na região do Porto, além de cidades vizinhas, onde se dedicariam à dança e exploração sexual, incluindo a prostituição.
De acordo com a investigação, as brasileiras também exerciam a atividade denominada de "alterne", que consiste em fazer companhia aos clientes das boates, induzindo-lhes a consumir bebidas alcoólicas. Desse modo, receberiam comissão sobre o consumo que conseguissem induzir. A participação nos lucros da consumação poderia chegar a 50%.
De acordo com a denúncia, Thanara Brenna nem sempre deixava claro a finalidade da viagem. Para algumas, dizia que o trabalho no exterior seria num balé de dança, mas quando chegavam à Europa, percebiam que iriam ganhar a vida com o próprio corpo, por meio da exploração sexual. A ação penal do MPF destaca que mesmo enganadas, muitas mulheres não podiam voltar, pois estavam endividadas com as despesas do deslocamento a Portugal.
Há evidências de que Thanara Brenna formou grupos de mulheres entre os anos de 2003 e 2006 com a proposta de trabalho em shows de “strip-tease”, em locais frequentados por homens e prostitutas.
A prática do tráfico internacional de pessoas é crime previsto com pena de três a oito anos de reclusão e multa.