terça-feira, 7 de julho de 2009

Ensino à Distância melhora chances de acesso a cursos específicos

A competição acirrada por um lugar ao sol no mercado de trabalho e por bons salários passa necessariamente pela qualificação profissional e pela educação continuada. Entretanto, a falta de tempo, os horários de trabalho e demais compromissos podem gerar dificuldades, que podem até inviabilizar projetos de voltar ao banco da escola, e até planos para um futuro melhor. Em muitos casos, o desejo de estudar pode esbarrar na falta de disponibilidade do curso de interesse da pessoa. Para atender a uma demanda cada vez maior por cursos de especialização, de graduação, ou MBAs, a solução é fazer cursos on-line, a chamada Educação à Distancia, mais conhecido por EAD. Hoje em dia existem inúmeras opções. Cada vez mais diversas instituições de ensino oferecem a modalidade à distancia. Para aprender, basta ter um computador com acesso à internet, de preferência de banda larga, devido às vantagens técnicas.

O professor e pesquisador Aleksandro Bastos do IFRN, afirma que a grande diferença entre o tradicional ensino presencial, onde o aluno frequenta as aulas numa sala de aula, e o ensino à distância, é que alunos e professores estão separados tanto no tempo quanto no espaço. Alunos e professores interagem pela internet, mas também utilizam outros materiais como CDs, vídeos, e materiais impressos. O uso de tecnologias da informação é intenso. Geralmente há momentos presenciais nas provas de fim de semestre e no final do curso quando os alunos têm que apresentar o trabalho de conclusão do curso, a monografia.

Ludmila Neves, formada em jornalismo, é estudante na modalidade EaD, e está cursando o segundo curso superior, no caso Gestão Ambiental. A primeira faculdade foi presencial, com aulas normais numa sala de aula. "Esta experiência tem sido muito marcante. Quem estuda na modalidade à distância precisa ter uma disciplina de ferro, muita organização e muita vontade de estudar. Você não tem horários para cumprir, não precisa responder a chamada. Então a tendência é achar que pode deixar os estudos para o dia seguinte. Esta é a atitude mais errada que se pode tomar," analisa.

O desempenho dos estudantes de cursos iguais nas modalidades à distancia e presencial foi comparado pela primeira vez desde a criação do Enade - Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes - em 2004 pelo o Inep (órgão de avaliação e pesquisa do MEC). Realizado anualmente com acadêmicos ingressantes e concluintes dos cursos de graduação de Instituições de Ensino de todo país, o Enade mostrou em 2009 os resultados comparados das avaliações de 13 áreas, e foi observado que em sete cursos (Administração, Biologia, Ciências Sociais, Física, Matemática, Pedagogia e Turismo), os alunos de EaD foram melhores, com uma média de até 50% a mais de rendimento. Isto prova que, nas instituições credenciadas de produção de material didático-pedagógico para EaD, a qualidade dos materiais e professores contratados supera qualquer dúvida a respeito desse método. Além disso, os valores por estes cursos são bem mais baixos que os presenciais.

Mas a Ead tem outras vantagens. "Quem estuda numa sala de aula sabe que o aproveitamento do conteúdo não é 100%," afirma Ludmila. "Tem a chamada, tem os alunos adiantados e os atrasados dividindo a atenção do professor, interrupções por uma infinidade de motivos. Tudo isso não acontece nas aulas à distancia. Você aprende de acordo com o teu rendimento e ritmo. Um grande problema deste tipo de educação é a desigualdade social. "A maioria das pessoas não tem acesso a esses recursos tecnológicos, principalmente computador e internet, que deveriam democratizar o acesso à informação". No Rio Grande do Norte essa dificuldade vem sendo superada pela UAB - Universidade Aberta do Brasil, que através do IFRN está ministrando o Curso de Gestão Ambiental à distância em várias cidades do interior, como Luiz Gomes, Currais Novos, e Pau dos Ferros.
 
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