sexta-feira, 5 de junho de 2009

Janduís prepara agricultores para produção de forragem destinada ao período de estiagem

A Secretaria Municipal de Agricultura e Recursos Hídricos reuniu produtores que pretendem ensilar suas forragens neste ano de 2009.

A reunião foi realizada no último final de semana na sede da Secretaria Municipal de Ação Social. No encontro foi definido um calendário junto aos produtores beneficiados.

O secretário de Agricultura e Recursos Hídricos, Almeida Neto, informa que ao todo foram inscritos 18 produtores, representantes de 16 comunidades da zona rural de Janduís. Uma parceria entre o município e o Instituto de Assistência Técnica e Extensão Rural do Rio Grande do Norte (Emater) disponibilizará uma máquina ensiladeira e o trator para a realização dessas atividades.

Ensilagem é o processo de cortar a forragem, colocá-la no silo, compactá-la e protegê-la com a vedação do silo para que haja a fermentação. Quando bem feita, o valor nutritivo da silagem é semelhante ao da forragem verde. A silagem é um alimento volumoso, usado principalmente para bovinos. Na época seca, ela pode substituir o pasto. Na engorda em confinamento, ela é usada junto com os grãos e farelos. A silagem não é indicada para cavalos ou bezerros pequenos

No município, existe certa expectativa dos produtores rurais diante do volume de chuvas registrado no município e na região. No final do mês de maio, a Emater local divulgou dados importantes sobre os registros pluviométricos no município. Os números indicam que até o dia 25 de maio havia chovido mais do que todo o ano de 2008.

Segundo o órgão, em 2008 foram registrados 966,30 milímetros de chuvas, entre os meses de janeiro e dezembro. Em 2009, somente até o dia 25 de maio, esse índice já havia chegado aos 1.027,90 milímetros.

De acordo com Edmilson José, da Emater em Janduís, o inverno no município já passou à média do semiárido, que é de 600mm anuais e consequentemente está sendo maior do que o ano de 2008. Ele alerta que apesar de ser um número positivo, o aumento das chuvas vem prejudicando as estradas, o deslocamento das pessoas que residem na zona rural e a própria produção agrícola local.
 
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