terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Infestação do mosquito cresce e procupa Vigilância Sanitária

Foi finalizada na semana passada a última pesquisa relativa ao Levantamento Rápido do Índice de Infestação do Aedes aegypti (LIRAa) em Mossoró. Após o resultado foi constatado um aumento de cerca de 1% em relação ao último LIRAa realizado em 2009, que foi de 4,5%. O supervisor do programa municipal de controle da dengue, Sandro Elias, alerta que o novo índice, de 5,5%, deve servir como incentivo à população continuar fazendo sua parte.

"Esse levantamento é feito a cada dois meses e nesse último Mossoró atingiu 5,5%. Para o Ministério da Saúde a dengue está intensa em todo o Brasil, pois acima de 1% ele já considera risco. Como Mossoró vem superando esse limite, causa sempre preocupação", esclarece o supervisor. Ele disse também que alguns fatores foram cruciais para esse aumento de 1%.

"O que pode ter ocasionado isso foram as chuvas de novembro e dezembro que ocorreram em Mossoró e deixaram muita água acumulada. Além disso, a oferta de água em Mossoró é irregular. A dificuldade de conseguir água faz com que os moradores armazenem em reservatórios por medo da escassez. Para melhorar esse índice é preciso o empenho de todos os setores, vigilância, ofertas de água, saneamento", ressalta Sandro.

Ele destaca que apesar do aumento em relação ao último LIRAa, desde 2008 as pesquisas revelaram uma queda significativa nos números. "Nesse período, as pesquisas indicavam sempre números acima de 9% e nós conseguimos reduzir em relação a anos anteriores. Mesmo assim, vamos intensificar o trabalho dos agentes", garante o responsável pelo programa de dengue.

Como acontece em todas as pesquisas, alguns bairro apresentaram situação mais alarmante que os demais. As localidades com maior índice registrado foram os bairros Bom Jesus, 28%; Alagados, 13,3%; Dom Jaime Câmara e Santa Delmira, ambos com 11,5% e Planalto 13 de Maio que inclui áreas do Liberdade I e II e Alameda dos Cajueiros, com 10,6%.

No entanto, em alguns bairros os índices foram bem menores do que média no município. Alguns exemplos foram o Nova Betânia, 1,1%; Costa e Silva, 1,8%; Belo Horizonte, 2,1%; Rincão, 2,3% e Centro com 2,8%. Sandro informa que oficialmente existem 28 bairro em Mossoró, porém alguns são desconhecidos da população. Por exemplo, os bairros Santa Júlia, próximo à Estrada do Óleo, e Itapetinga tiveram índices negativos, ou seja, não registramos nenhum foco", conta o supervisor.



CAMPANHA

Sandro informou que a Vigilância à Saúde já encaminhou à gerente municipal de Saúde, Jaqueline Amaral, um plano de combate à dengue para Mossoró. Segundo ele, as ações incluem entrega de kits à população, como caixas de água com tampas, mobilizações nas unidades de saúde, divulgação na mídia, além do trabalho contínuo dos 108 agentes de endemias do município.

"No final do ano passado, os agentes de saúde e assistentes sociais fizeram uma reunião com a gerente para avaliar o nosso trabalho. Decidimos fazer uma campanha de prevenção, junto à comunidade", conta. O trabalho consiste na entrega de material educativo e mobilizações nas unidades de saúde. Esse trabalho, de acordo com ele, será feito através dos agentes de saúde, de endemias, dos médicos da família e demais profissionais que trabalham nesses locais.

Ele informou que em alguns locais, onde as caixas de água substituíram os reservatórios destampados nas residências, a campanha não surtiu o efeito esperado. "Quando fizemos uma inspeção depois, descobrimos que muitas pessoas tinham vendido as caixas ou colocado ração e água para os animais beberem. Essa é uma situação que entristece", comenta o supervisor.

Ele faz um alerta e reforça a necessidade da colaboração da população no combate ao mosquito. "A essência da campanha é que cada morador tome cuidado com sua casa. A divulgação na mídia é fundamental para isso, assim como o trabalho dos agentes de endemias com o larvicida; mas a eficiência maior vem da colaboração da população. Se cada um for responsável, o combate é mais eficiente", frisa Sandro Elias.
 
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