segunda-feira, 6 de julho de 2009

Usuários reclamam da ineficiência do transporte público em Mossoró

Como já estão se tornando comuns, as reclamações com relação ao sistema de transporte público da cidade continuam sendo feitas por parte dos seus usuários. Eles não aceitam a falta de interesse e compromisso das empresas responsáveis por oferecer esse tipo de serviço.

Quando procurados pela redação, diversos passageiros que estavam numa parada situada no centro da cidade disseram não aguentar a situação e, independentemente do bairro para o qual estavam de dirigindo, os fatores reclamados eram os mesmos.

A vendedora Maria Lúcia Costa, que mora no bairro Boa Vista, conta que já pegou um ônibus com mais de cem pessoas, enquanto a capacidade máxima permitida para o veículo é de 45 passageiros sentados.

"A qualidade do ônibus é muito precária, quando peguei esse coletivo com mais de cem pessoas, eu tive que ficar ao lado do motorista, sem nem ter como me segurar", disse a vendedora e estudante.

Ela é aluna da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) e disse que só tem um ônibus que liga o bairro a faculdade, o que a obriga a esperar muito por um transporte sem a menor condição de segurança, e ainda lembrou que foi o próprio motorista quem lhe explicou que a lotação se devia ao pequeno número de veículos disponibilizados para este percurso.

"O motorista me disse que aquele era o único veículo disponibilizado para o percurso, por isso a gente tem que esperar tanto tempo para pegar um ônibus superlotado, sem o menor conforto", completou.

Sem fugir à regra, a dona de casa de 65 anos que tentava uma vaga na linha Leste-Oeste, alertou para o fato de que muitas vezes a má vontade dos motoristas também contribui para a péssima condição em que se encontra esse sistema.

"Eles passam muitas vezes correndo, dizem que não podem se atrasar, não entendem que as pessoas mais velhas têm mais dificuldades de entrar no ônibus, porque a escada é um pouco alta", disse a senhora.

Esta matéria foi solicitada por um leitor, que pediu algumas respostas para o caos no transporte público da cidade. A redação procurou o responsável pela Gerência de Trânsito de Mossoró, mas o seu gerente, Walter Pedro, não se encontrava em seu gabinete.
 
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