Termina hoje, às 9h, o prazo dos moradores da Casa do Estudante de Mossoró desapropriarem a residência. Até o fechamento desta edição, os 130 estudantes oriundos de diversas cidades não tinham uma definição quanto a um outro lugar para morarem.
De acordo com Francinaldo Rodrigues, um dos coordenadores da casa, os estudantes haviam encontrado uma pousada com capacidade para abrigar todos os alunos, mas o preço era excessivamente alto, o que inviabilizou a possibilidade. Com isto, os diretores da residência estão negociando outros dois possíveis lugares para abrigarem os estudantes, mas ainda não há nada definido.
"Vamos ver a questão do aluguel e se os locais têm estrutura para receber todos os estudantes, e assim poder fechar o contrato. Se não conseguirmos acertar um novo local, muitos vão voltar para suas cidades de origem, até que se encontre uma solução definitiva, o que trará consequências negativas para todos", ressalta Francinaldo.
Na tarde de ontem, uma comissão de estudantes se reuniu com representantes da Secretaria de Estado do Trabalho, da Habitação e da Assistência Social (Sethas) a fim de buscar soluções para esta questão. Na ocasião, o Governo do Estado se comprometeu a custear parte do aluguel e a alimentação dos estudantes, até que seja encontrado um lugar definitivo para abrigá-los.
Além disso, o governo ainda firmou o compromisso de agilizar a documentação da Casa do Estudante, para poder ser feita as reformas que o prédio precisa. Contudo, essa reforma só deverá ocorrer no próximo ano, pois depende de uma emenda liberação de verbas extras, uma vez que o prédio da Casa do Estudante de Mossoró não pertence ao Governo do Estado.
Entretanto, conforme a deputada estadual Larissa Rosado, que está apoiando os estudantes na busca de uma solução para este problema, o Governo do Estado firmou um convênio com empresários da cidade, que se comprometeram a arcar com os custos de parte da reforma da casa.
Por outro lado, a deputada prometeu buscar o apoio do Governo Federal, através de emendas para agilizar o restante dos recursos para as obras. "Estamos lutando para resolver essa situação o mais rápido possível", destacou Larissa Rosado.
O promotor da Defesa da Cidadania, Guglielmo Marconi, marcou uma audiência pública para o dia 9 deste mês, com representantes dos estudantes, Sethas e Gerência Municipal de Cidadania a fim de encontrar soluções definitivas para a questão. Enquanto isso, os estudantes estão buscando alternativas para evitar que este fato os prejudique nos estudos.
A estrutura da Casa do Estudante de Mossoró foi interditada na semana passada pelo Corpo de Bombeiros, após uma perícia técnica feita. A desocupação visa garantir a segurança dos estudantes e prevenir que aconteça uma tragédia no local.