quinta-feira, 2 de julho de 2009

Servidores do INSS realizam manifestação em ruas de Mossoró

Funcionários do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) do Estado realizaram ontem, em Mossoró, uma manifestação em algumas ruas da cidade. Os servidores se concentraram em frente à Agência da Previdência Social (APS), na rua Auta de Souza, às 8h30, e seguiram pela avenida Alberto Maranhão e, depois, se concentraram novamente na praça Rodolfo Fernandes, Praça do Pax.

Os servidores estão em greve desde o dia 16 de junho, e, de acordo com o presidente do Sindicato dos Previdenciários (Sindprevs), Márcio Freitas, em todo o país foram realizadas mobilizações como a de Mossoró. "Hoje, os servidores do INSS chegarão em caravana a Brasília e terão uma reunião com o Ministro da Previdência e com o presidente do INSS", informou o presidente do Sindprevs.

De acordo com Márcio, cerca de 80 servidores trabalham na APS de Mossoró, e 90% dos atendimentos estão paralisados. "Nós estamos atendendo somente os casos de extrema urgência, pois apenas os servidores que possuem cargos de chefia não aderiram à greve", conta Márcio.

EIXOS DA GREVE

Os trabalhadores cobram a criação da CPI do INSS e, entre os eixos da greve, o principal é a manutenção da jornada de trabalho, de 30h semanais, sem a redução de 30% do salário dos servidores. Segundo os servidores, o anúncio feito pelo Governo Federal sobre o aumento da jornada de trabalho dos funcionários da Previdência, de seis para oito horas diárias, motivou o movimento.

Os trabalhadores reclamam porque a jornada de trabalho do INSS é de 30h semanais, estabelecida por decreto do próprio Governo Federal, por se tratar de serviço ininterrupto à população. "Nós solicitamos ainda a abertura de concurso público, pois o próprio governo disse que existe cerca de 20 mil vagas abertas na Previdência e irá criar 730 novas agências pelo país. Se não forem realizados concursos, os funcionários ficarão sobrecarregados", esclarece o grevista.

Segundo Márcio, os servidores cobram ainda a paridade salarial entre ativos e aposentados, a reintegração do Plano de Cargos, Carreira e Salários (PCCS) dos servidores e ainda a incorporação das Gratificações de Desempenho Individual e Institucional (GDASS).

Outro ponto em pauta na greve é, segundo os servidores, a retirada de uma vantagem judicial, referente ao Plano Collor. O aumento de 84,32%, referente a um reajuste do Plano Collor, ganho judicialmente pelos servidores, foi retirado pelo Governo Federal.

O presidente do sindicato acredita no avanço das negociações, mesmo sabendo da dificuldade em conseguir todas as reivindicações da classe. "Numa pauta nunca se consegue tudo, mas nós não vamos abrir mão da jornada de trabalho de 30h. Nós oferecemos ao governo o regime de turno, as agências funcionariam 12h por dia, em dois turnos de seis horas", garante Márcio.
 
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