Arranjar emprego, seguir uma carreira ou montar seu próprio negócio? A dúvida persiste na cabeça de muitas pessoas, mas, muitas vezes, é a oportunidade que decide o que vamos fazer. Juvaneide da Silva é cabeleireira há mais de 20 anos e encontrou no ramo da beleza a oportunidade de estruturar sua família.
"O mercado da beleza é imenso, e as oportunidades são muito boas. Mulheres casadas ou até solteiras que têm dificuldade de encontrar emprego acham na profissão de cabeleireira uma boa saída. Eu comecei na profissão por causa da minha vaidade, sempre gostei de mexer com cabelo e, como professora, profissão que exercia antes, não tive oportunidade de crescimento", conta Juvaneide, que também é instrutora em cursos para profissionais da beleza.
O crescimento no setor da beleza é notável e, de acordo com a cabeleireira Cleonice Lopes, hoje, em Mossoró, existem cerca de três mil profissionais que atuam no ramo. "Muitas vezes a gente está sem saber o que fazer e descobre nesta profissão uma oportunidade de conquistar a independência e montar um negócio sem um investimento muito caro", diz Cleonice.
É o caso de Jaicleide Araújo, 30 anos, que, além de tratar dos cabelos de homens e mulheres, ainda é esteticista facial e corporal e vive da renda que conquistou com esta profissão. "Há nove anos trabalho com isso e eu procurei essa área porque é muito abrangente e o lucro é muito bom. Hoje mantenho minha renda com esse trabalho", garante a esteticista.
Até mesmo as lojas que vendem produtos de beleza já perceberam o nicho de mercado criado pela profissão e passaram a investir, além dos cosméticos, em cursos de especialização para quem já trabalha no ramo. Alzira Cabral, proprietária de uma loja de produtos de beleza, realizou um curso e especializou na primeira turma 20 profissionais.
"Nós resolvemos criar um centro técnico porque, além de comprar os produtos, sentimos que os clientes tinham a necessidade de saber um pouco mais e precisavam de mais especialização técnica, principalmente para aprender como usar os produtos de forma correta. Fizemos isso para melhor atender nossos clientes", explicou a proprietária do centro técnico
E o mais importante é que além de lucrativa, a profissão dá muito prazer. "Eu me sinto muito feliz em poder passar o que eu aprendi e pego na mão de cada uma para ensinar, isso é gratificante", ressalta Juvaneide.