quinta-feira, 9 de julho de 2009

Profissionais da saúde debatem mortalidade infantil e materna

Teve início na manhã de ontem uma oficina no auditório da II Unidade Regional de Saúde Pública (Ursap), para a apresentação do Projeto de Redução das Desigualdades Regionais e Discussão do Plano Estadual de Mortalidade Materna, Infantil e Mal Definidas.

Secretários, gerentes, coordenadores de equipe técnica, representantes dos Comitês de Mortalidade Materna e Infantil, além dos técnicos dos sistemas de Mortalidade e de Nascidos Vivos eram a maioria dos ouvintes.

A consultora do Ministério da Saúde, Antonieta Delgado Marinho, explicou que a ideia das oficinas surgiu durante o encontro entre os governadores do Nordeste. Ela é uma das formas criadas para se alcançar o objetivo do acordo assinado entre eles, que prevê a redução de 10% da mortalidade infantil até o próximo ano.

Como parte deste encontro, foram discutidos os índices da mortalidade infantil (divididas entre crianças com até um ano e crianças com até cinco anos), as causas destes óbitos e os métodos de investigação utilizados.

"No Brasil, 50% dos óbitos registrados são de crianças de até cinco anos, e 70% dos óbitos em menores de um ano acontece por causas evitáveis. Assim, no encontro com profissionais da Atenção Básica, podemos identificar as causas e as maneiras de evitar que isso aconteça em cada local", disse a consultora.

Entre outros assuntos, ela destacou a importância da participação dos técnicos dos sistemas de mortalidade e de nascidos vivos na oficina, pois eles contabilizam os dados de cada hospital, que vão para as estatísticas nacionais. Assim, colocá-los à frente das medidas adotadas pelas cidades é uma maneira de iniciar um processo de consciência entre os que trabalham nesta área.

Antonieta disse que oficinas deste tipo irão acontecer em todas as nove regionais de saúde instaladas pelo Rio Grande do Norte. Tibau e Angicos foram os únicos dois municípios da jurisdição que não enviaram seus representantes, colocando a oficina em Mossoró entre aquelas que tiveram maior participação de gestores.

Com relação ao fato de Mossoró receber pacientes de outras cidades da região, ela falou: "É importante que uma rede de prevenção seja criada entre as cidades do Estado, para que eles possam se preparar e criar condições para atenderem a demanda existente na sua cidade, tornando-se independente uma da outra".
 
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