quarta-feira, 8 de julho de 2009

Município promove treinamento para enfrentar Gripe suína

Com oito casos suspeitos de gripe suína no Rio Grande do Norte, a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) confirma mais quatro casos e já descartou 22. Os dados foram atualizados ontem no Sistema de Notificação de Agravos (Sinan), do Ministério da Saúde. O primeiro caso no Estado foi registrado no dia 19 de junho; era um estudante potiguar que mora no México e veio passar férias com a família.

Em Mossoró, a Gerência Executiva da Saúde está preparando uma estratégia de enfrentamento desta doença, que, como se espera, poderá chegar a Mossoró. Ontem, numa reunião com representantes de todos os hospitais de Mossoró, bem como dos agentes dos planos de saúde, foram discutidas as portarias lançadas pelo Ministério da Saúde sobre a Influenza A, conhecida como gripe suína. Ficou marcado para a próxima sexta-feira um treinamento envolvendo toda a rede de assistência básica de saúde. A coordenação ficará sob a responsabilidade do médico infectologista Alfredo Passalacqua. "A gripe é pandêmica, e formamos um grupo gestor para trabalharmos essa questão. A porta de entrada para o atendimento aos pacientes são as Unidades Básicas de Saúde," explicou.

A gerente de saúde, Jacqueline Amaral, informou que a Prefeitura de Mossoró recebeu kits para coleta de muco em pacientes que possam apresentar sintomas da gripe suína. O atendimento e coleta se voltarão às pessoas que visitaram áreas de risco, como Estados Unidos, Argentina e outros países, onde se tem registro significativo de pessoas contaminadas pela gripe suína. A prioridade será dada a pessoas com idade superior a 60 anos e que tenham quadro de saúde comprometido. Segundo Jacqueline, a Prefeitura solicitou ao Governo do Estado um hospital para o atendimento de casos urgentes, "mas como o Estado não nos atendeu, teremos que encaminhar pacientes daqui para Natal, caso seja necessário."

A orientação da Subcoordenadoria de Vigilância Epidemiológica da Sesap é que as pessoas que apresentarem sintomas como febre alta repentina e tosse, acompanhadas de outros sintomas como dificuldade respiratória, gastroenterite e prostração, procurem atendimento nos postos de saúde ou nos consultórios particulares.

Se houver indicação para exame da secreção do nariz ou da garganta, o paciente será encaminhado ao hospital de referência, o Giselda Trigueiro, para fazer os exames. A medicação antiviral indicada no protocolo só será liberada nos casos graves ou para pessoas citadas nos chamados grupos de risco, por exemplo, para pessoas imunodepressivas, idosos, crianças ou pacientes de doenças crônicas.

A Sesap colocou à disposição da população o telefone 0800 611997 para esclarecer dúvidas.
 
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