ASSÚ - O aparecimento de algumas pequenas erosões na parte interior do teto da igreja matriz de São João Batista, em Assú, foi motivo de uma visita técnica realizada há poucos dias e até o final deste mês os integrantes desta delegação emitirão um relatório circunstanciado sobre o problema.
O vigário titular da paróquia, padre Francisco Canindé dos Santos, já vinha há algum tempo chamando a atenção para o caso durante as celebrações. As rachaduras ficaram mais nítidas durante o recente período da festa do padroeiro, em junho passado, conforme relato do pároco e dos paroquianos.
Atendendo convite formulado pelo sacerdote católico, uma comitiva de engenheiros e arquitetos procedeu uma vistoria técnica no local.
A primeira constatação foi de que o problema não é de maior gravidade. Porém, salientaram que será necessário instituir algumas providências no menor espaço de tempo possível para que a situação não venha a se agravar. Depois de ver "in loco" a realidade da estrutura que possui mais de 300 anos, os técnicos se comprometeram a emitir um relatório minucioso sobre a análise realizada no prédio.
De acordo com a engenheira civil Maria das Vitórias Nóbrega, apesar de requerer cuidados o problema observado não deve merecer maiores preocupações do vigário e da população católica de Assú.
Ela registrou que não existe nada que possa comprometer a sustentabilidade do teto do templo. "Pudemos verificar que há algumas fissuras e infiltrações no prédio, mas nada que venha representar um perigo iminente", reiterou a engenheira. "Queremos tranquilizar a comunidade de que não existe qualquer risco em frequentar a igreja matriz", completou Maria das Vitórias.
Relatório apresentará soluções para desgaste
A engenheira civil Maria das Vitórias Nóbrega disse que será elaborado um documento técnico que indicará as alternativas e sugestões voltadas para a resolução dos problemas estruturais da igreja matriz.
Antecipou que o relatório também enumerará alguns materiais que precisarão ser adquiridos para a realização das restaurações físicas necessárias à edificação.
Integrante da equipe técnica, a arquiteta Eudja Maria Mafaldo Oliveira disse que, depois da averiguação preliminar, será realizada uma avaliação mais completa e compreendendo toda a construção, com o objetivo de se levantar efetivamente todas as deficiências que precisarão ser corrigidas adequadamente.
O início de um processo de tombamento histórico da igreja matriz de São João Batista também fez parte da visita técnica. O arquiteto Paulo Eider Gomes, dos quadros da Fundação José Augusto (FJA), apontou alguns caminhos que poderão ser seguidos neste sentido.
O arquiteto chamou a atenção que o princípio deste processo pode ocorrer por qualquer pessoa da sociedade. "Esta iniciativa pode partir de qualquer cidadão ou entidade", reforçou.
Paulo Eider disse que a solicitação oficial deve ser encaminhada à FJA juntamente com um documento expondo os motivos e um breve histórico sobre a estrutura que se pretende tombar. O estágio seguinte se verificará no Conselho Estadual de Cultura. A última etapa se observará na Secretaria Estadual de Educação e Cultura.