O Instituto de Defesa e Inspeção Agropecuária do Rio Grande do Norte (Idiarn) encerrará, na próxima sexta-feira, a "Campanha de Vacinação Contra a Peste Suína" em Mossoró. No entanto, a vacinação dos rebanhos suínos seguirá em outras cidades do Estado até o dia 15 de agosto.
Conforme a chefe da Unidade Local de Saneamento Animal e Vegetal (Ulsav) do Idiarn, Ruth Lucena, até ontem, foram imunizados contra a doença cinco mil suínos. A previsão é de que até o final da semana, outros dois mil porcos da cidade sejam vacinados.
Desde o mês passado, quatro equipes de veterinários do instituto estão visitando propriedades e assentamentos de Mossoró para imunizar os animais da região contra a peste suína. "Estamos indo nos criadouros para vacinar o maior número possível de animais", destaca Ruth Lucena. Ela salienta que os criadores de porcos também podem procurar o Idiarn para que os animais sejam vacinados.
Na próxima segunda-feira, as equipes do instituto irão a Baraúna para realizar o processo de imunização na cidade. Segundo a chefe da Ulsav, até o fim da campanha os veterinários percorrerão o maior número possível de cidades. A meta é vacinar mais de 80% dos suínos do Estado.
As ações da Campanha de Vacinação Contra a Peste Suína tiveram início em Mossoró e Jucurutu, devido a estes municípios serem os locais onde técnicos do instituto detectaram focos da doença. Somente na cidade de Mossoró, em menos de três meses, foram confirmados por testes laboratoriais quatro focos da peste suína clássica, o que resultou no sacrifício de 136 porcos.
O primeiro foco atingiu um criadouro de 31 porcos na Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa); depois foi detectado um novo caso em um criadouro com 54 suínos próximo à Universidade; posteriormente foram sacrificados 44 animais no sítio Rincão, no bairro Costa e Silva, e, por último, quatro porcos foram mortos no sítio Cajazeiras. Além de quatro focos da doença em Jucurutu. "Até o momento, nenhum novo caso foi registrado. Mesmo assim, o Idiarn continua em alerta", salienta Ruth.
A peste suína clássica é uma doença altamente contagiosa, causada por alimentos ou água contaminadas, que ocasiona nos animais febre, diarreia, hemorragia e, frequentemente, causa a morte após quatro ou sete dias depois do surgimento dos sintomas.
Apesar de a doença não ser transmitida para o homem, ela é um perigo para a raça animal. Pois, caso se propague, poderá atingir 100% dos animais da região. Por isso, quando confirmado um foco da doença, todo o rebanho precisa ser sacrificado.