sábado, 6 de junho de 2009

Nas três últimas tragédias aéreas do país havia pessoas do RN

MÁRCIO COSTA
Editor do Regional

Poucas são as particularidades que envolvem os últimos três grandes acidentes aéreos registrados em território brasileiro.

Ocorridos em áreas distintas do país e em circunstâncias completamente distintas, em meio à restrita lista de semelhanças, consta uma particularidade que mantém ligação direta com o Estado do Rio Grande do Norte.

De 2006 até o último dia 31, todos os grandes acidentes aéreos do país mantinham potiguares em meio a lista de passageiros.

A sequência foi iniciada no dia 29 de setembro de 2006, quando a partir do choque mantido entre um Boeing da empresa Gol e um jato Legacy, 154 pessoas morreram.

Em meio aos passageiros encontravam-se dois potiguares. Tratavam-se dos irmãos Lavoisier de Souza Maia e Maria Zilda Maia, que partiram de Manaus rumo à pequena cidade de José da Penha no Alto Oeste, onde visitariam parentes.

Lavoisier de apenas 30 anos que trabalhava em Manaus como segurança, retornava em definitivo para sua cidade natal,condição impedida pelo fatídico registrado a partir de um fato inusitado, e raro, a colisão de duas aeronaves em pleno tráfego aéreo.

O Rio Grande do Norte voltaria a ser destaque em mais um desastre aéreo no dia 17 de julho de 2007.

Considerado até então o maior acidente aéreo da história da América Latina, a tragédia do Voo JJ 3054 da TAM, vitimou uma família natalense que viajava de Porto Alegre (RS) com destino a Natal.

O avião da empresa TAM se chocou e explodiu contra um prédio da própria companhia aérea, após derrapar na pista principal do Aeroporto de Congonhas, em São Paulo.

No acidente morreram o empresário Ivanaldo Cunha, 51 anos, sua esposa Zenilda Santos, 44 anos, e os filhos do casal Caio Felipe Cunha, 12 anos e Ana Carolina Cunha, 10 anos.

Natural de Santana do Matos, Ivanaldo Cunha era proprietário de postos de combustível na avenida Ayrton Senna, na capital potiguar, e outro em Parnamirim, além de estabelecimento de vendas de bombas hidráulicas e de um estacionamento rotativo, em São Paulo.

Na última semana, completando a série de tragédias, o Estado foi novamente surpreendido com a notícia de que um potiguar estava entre os passageiros do voo 447 da Air France.

O mossoroense Soluwellington Vieira de Sá, que mantém familiares em Areia Branca e Baraúna, se deslocava rumo ao Cairo, no Egito, onde atuaria junto a uma empresa de petróleo quando foi surpreendido por um dos mais misteriosos acidentes aéreos da história da aviação.

Sumida desde o último dia 31, a aeronave, um Air Bus 330, transportava 228 passageiros que estão desaparecidos e sem sinal há cerca de 600 quilômetros da última estrutura terrestre da costa brasileira.

Sem a localização dos corpos, o caso segue para se consolidar como o mais dramático de todos verificados até o momento, com uma forte tendência de não-localização dos corpos.

Veja um resumo dos três últimos grandes acidentes aéreos verificados no país

- Voo 1907 da Gol - 29 de setembro de 2006

Colisão do Boeing da empresa com um jato Legacy resultando na queda da aeronave com 154 pessoas na selva, numa área isolada do Mato Grosso do Sul, vitimando dois potiguares.

- Voo JJ 3054 da TAM - 17 de julho de 2007

Aeronave escapou da pista durante o pouso em São Paulo, chocando-se contra um prédio situado nas proximidades da cabeceira da pista, no lado oposto da rua, resultando na morte de 187 pessoas da aeronave e 12 outras situadas no prédio. Quatro potiguares morreram.

- Voo 447 Air France - 31 de maio de 2009

O voo da companhia Air France que partiu do Rio de Janeiro com destino a Paris, na França, desaparece durante a travessia do oceano Atlântico de forma misteriosa. Até o momento não há informação precisa com relação a causa do acidente nem destino da aeronave e dos corpos. Havia um potiguar a bordo.
 
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