sábado, 13 de junho de 2009

Custo das necessidades básicas aumenta 1,84% em Mossoró

As pesquisas atestam que o custo dos mossoroenses com a alimentação e produtos de necessidade básica aumentou, mas quem realmente sente no bolso o peso dessas despesas garante que o aumento é bem maior do que o indicado nas pesquisas. Segundo o último boletim divulgado pelo Projeto Custo de Vida, coordenado pelo mestre em Economia Fábio Lúcio, o gasto com alimentação cresceu 1,84%.

Em dinheiro, a pesquisa aponta que o trabalhador gastou R$ 478,22 nas compras do mês de março, e em abril esse valor passou para R$487,02, um aumento de R$ 8,80. Parece pouco, mas a dona-de-casa Lúcia Barbosa diz que, com esse valor, poderia comprar pelo menos um produto de cada um dos itens de necessidade básica descritos na pesquisa (alimentação, higiene pessoal e limpeza doméstica).

"Dava para comprar farinha de trigo (R$ 1,80), papel higiênico (R$ 2, 70, com seis rolos) e desinfetante (R$ 3,12). Tudo isso daria R$ 7,62 e ainda sobraria R$ 1,20, que eu poderia comprar pão", contabiliza a dona-de-casa. A pesquisa revela ainda a desigualdade entre o salário do trabalhador brasileiro, R$ 465, e a renda mínima necessária para uma qualidade de vida digna.

"Para que as necessidades do trabalhador fossem atendidas, com alimentação, habitação, vestuários, higiene e transportes, o salário-mínimo necessário deveria ter sido fixado em R$ 1.228,43. O salário-mínimo do trabalhador representa apenas 37,85% do que o trabalhador deveria ganhar", explica o economista.

As principais variações de preço que elevaram os gastos do trabalhador com a alimentação foram principalmente os legumes, frutas e verduras, que sofreram aumento de preço por causa do inverno, que reduziu a oferta e a qualidade desses produtos. Entre eles o tomate, com aumento de 44, 86%, o pimentão 31,60% e a batata inglesa 19,47% encabeçam a lista.

Apesar do aumento, alguns produtos também tiveram queda, como o alho, com redução de 14,56% e o creme dental, que baixou 7,60%. A nova pesquisa com os valores da cesta básica do mês de maio deverá ser divulgada em breve, mas os consumidores já sabem o que esperar. "A pesquisa só vai atestar o que nós já sabemos: tudo aumentou", diz Lúcia.
 
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